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Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

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Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por Alexia R. Watsgrint em Sab 07 Jun 2014, 17:57

Relembrando a primeira mensagem :


Casa de Enzo


Parte 2/ Final da Quest.

Objetivo dos Alunos: Encontrar Enzo Morto. Encontrar a Erva. Enfrentar seus adversarios.

Os alunos que participam da quest, irao ter que descrever cada comodo em que entrarem, bem detalhadamente e sempre, escrever seus pensamentos. Lembrando que nao se pode matar nem um dos usuarios! Todos envolvidos na 2 parte da quest, tem que postar antes de um dos envolvidos achar a erva! Pode haver feridos!




w w w . a c c i o h o g w a r t s . f o r u m e i r o s . c o m . p t


Alexia Robb Watsgrint
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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por Emily R. Watsgrint em Dom 15 Jun 2014, 17:36


A chave



Robert ajudou Emily a se sentar, estava com a cabeça e os braços machucados, mas continuava disposta a encontrar a erva para salvar seus amigos. Todos agora estavam reunidos na cozinha. Emily nao entendeu o motivo de Candyce estar amarrada, mas seus  olhar parecia de alguém que estava em outro mundo. Emily depois de alguns minutos entendeu o motivo dela estar amarrada.

– James e Jéssica encontraram uma chave... Agora precisamos apenas encontrar o que ela abre.


- Provavelmente um cofre nao? - Falei olhando a chave

- Sim, mas aonde estaria esse cofre? Esse é o problema!

Todos ficaram pensativos, Emily e Jessica eram as que mais tinham ferimentos aparentes, Emily cortada e machucada na cabeça, estava ao lado de Jessica que estava com enormes cortes no corpo, feito por facas. As duas mal conseguiam andar.

- No quarto do Enzo... Tinha tantos quadros... Meio estranho nao? - Robert falou com a mao no rosto - Será que...

- Provavelmente o cofre deve estar atras de um deles! - Completou Jessica, com bastante esforço para  falar

Procurando

Emily - Robert - Jessica - Marie - James



Emily Watsgrint
Robb
 
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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por John B. Smooken em Seg 16 Jun 2014, 18:22



>> Enzo's House<<
Em busca do pedido



Observei pela frecha do armário Marie e James subindo, deixando Candyce presa ali na cozinha e Robert cuidando da namorada e da Jessica. Candyce continuavam sobre meus poderes. Com um movimento de varinha fiz as cordas a soltarem, ela tentou correr escadas acima, mas Robert tentou segura-la, levou bastantes arranhoes e tapas. Tempo suficiente para eu sair do armario. Emily e Jessica congelaram, chamaram por Robert desesperadamente, assim que o sonserino me viu, deixou Candyce escapar escada acima.

- Acharam que eu tinha fugido? - Robert, se concentrou em mim, ja que Candyce ja havia subido as escadas, seu olhar de odio era enorme. Fez um sinal para Emily e Jessica, elas ja estavam muito machucadas, Emily entendeu o recado do sinal e com um pouco de dificuldade levou Jessica para sala, ficando as duas ali. Robert ainda me olhava com odio, tinha odio por comensais por tantas coisas, seus amigos que machucamos, sua namorada que torturamos e por ele mesmo.- E ai? Vai fazer o que comigo? - Falei rindo debochadamente



Narracao * Minha Fala * Annabell Fala * Robert Fala  * Emily * Candyce
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John B. Smooken

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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por Marie R. Stonkovick em Ter 17 Jun 2014, 19:13


There's only one thing left here to say love's never too late
             

Abrindo o Cofre

 
Eu disse que iria atrás do cofre, Jéss disse para James ir comigo. Eu e James subimos para o quarto de Enzo, vimos Jack caído, Annabell ainda desacordada e sorri, Archibald estava com o rosto cheio de cortes e pensei “só falta o John”. Entramos no quarto.

- Lumus Maxima– disse James.

Ele iluminou o quarto todo, fui tirando todos os quadros até que ouvi um barulho atrás de mim. Era Candyce. Iria tentar conversar mas não adiantaria nada. James continuou a tirar os quadros, Candyce o acompanhava com o olhar.

- Marie – James me chamou –achei.

Vi Candy começar a andar em direção ao cofre.

– Me desculpe amiga.. Petrificus Totalus – disse petrifiquei, antes de ela cair a segurei colocando-a calmamente no chão.

Peguei a chave e dei a James para que ele abrisse o cofre. Estava lá a erva. Eu me perguntei o porque Enzo comprara a erva para simplesmente trancafia-la em um cofre? Bem essa pergunta não poderia mais ser respondida. Vi no braço de Enzo um relógio que eu dei ao meu pai uns meses de ele morrer, enterro ele não estava com o relógio estranhei pois meu pai nunca tirava, agora descobri o porque.

- E isso – tirei o relógio do braço do defunto –era do meu pai.

James guardou a erva consigo e descemos as escadas.. Ouvi Robert duelar com alguém e pensei alto.

- John –eu disse.

James me impediu de ir ver, vi Emily e Jéss na cozinha.

- Cadê a Candy? – Emily.

Fiz um sinal apontando para cima, e disse num sussurro:

- Tive que petrificar ela, temos que fazer John desmaiar para ela sair do transe. Vamos subir,  essa briga é do Robert –por mais que eu odiasse admitir eu não podia ajuda-lo.

Subimos todos para o quarto de Enzo, sentamos no chão e ficamos esperando até Robert subir. O que estava demorando.

- Tá demorando. – eu disse impaciente.

- Subimos a dois minutos. – Jéss disse.

- Então, não é mais fácil lançar um “Estupefaça” ou “Expelliarmus” – sentei-me de novo.

Ouvimos passos, e nos levantamos, com as varinhas em punho esperamos a pessoa entrar.


                     

Legenda

Narração / Minha fala / Emily / Robert / James / Jéssica Hale / Candyce / Nicholas / Linna / Katherine / outros

Onde: Casa do Enzo Com: James, Jéssica, Robert, Emily, Jack e Candyce Vestindo: http://www.polyvore.com/marie/set?id=124475951

                     



Última edição por Marie S. Stonkovick em Sex 20 Jun 2014, 22:59, editado 2 vez(es)



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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por Jéssica H. Blackmoon em Qua 18 Jun 2014, 02:32

A erva
Com:Eu James Marie Robert Emily Jack ; humor: ansiosa; vestindo issoThanks Maay; From TPO




Estavamos todos reunidos na cozinha e aparentemente Ems e eu eramos a que nos encontrávamos em pior estado. Eu me encostei na parede com algum esforço pois meus ferimentos latejavam e tinha hematomas no pescoço.

– James e Jéssica encontraram uma chave... Agora precisamos apenas encontrar o que ela abre. - Falou Marie para nós. Em esse momento notei Candyce amarrada em um canto, parecia em transe e então não perguntei o porquê dela estar assim.

Emily olhou a chave e então sugeriu: - Provavelmente um cofre nao? . Assenti, pela minha experiencia com os cofres da mansão, aquele era o modelo de chave ideal.

- Sim, mas aonde estaria esse cofre? Esse é o problema! - James nos deixou pensativos, oras agora teriamos que procurar em cada cm daquela casa. Olhei para Emily em meu lado constatando que claramente nós duas não estavamos em muita condição para tal, embora eu não tivesse a menor intenção de me render agora que estavamos tão perto...

- No quarto do Enzo... Tinha tantos quadros... Meio estranho nao? - Disse Robert me trazendo ao presente mais uma vez. - Será que...

- Provavelmente o cofre deve estar atras de um deles! -  Completei seu raciocínio constatando que minha voz agora estava meio rouca e falha devido a lesão em minha garganta, talvez eu devesse evitar falar.

Marie e James subiram as escadas para procurar no quarto de Enzo ja que era o local mais provável da localização da erva. Permanecemos na cozinha.  De repente, Candyce se soltou das amarras e nos pusimos em alerta, a loira tentou sair correndo para o andar de cima, porém Robert fora mais rápido e a impedira de tal movimento. Ela reagiu com arranhões e tapas:

- Cuidado com ela! - Gritei com a voz fraca vasculhando com os olhos o recinto: John devia seguir na casa. Nesse momento eu a corvina observamos o comensal sair de dentro de um armário, surpresas ambas congelamos e em seguida eu gritei:

- Robert!!! - Não era idiota, sabia muito bem que eu e Emily não estávamos em condições de lidar com John. No máximo podiamos atrasar-lo um pouco. Robert então deixou Candyce escapar e veio caminhando em nossa direção, sua  varinha em punho.

- Acharam que eu tinha fugido? - Falou o comensal com desdém. Vi Robert fazendo um sinal para que deixássemos o recinto, Emily me ajudou e fomos para a sala, rapidamente.

Os dois começaram a duelar e olhei apreensiva para Emily e de ela para a escada: desciam James e Marie.


- Cadê a Candy? – Quis saber Ems.


- Tive que petrificar ela, temos que fazer John desmaiar para ela sair do transe. Vamos subir,  essa briga é do Robert – Informou Marie quase em um sussurro. Concordamos  pois sabiamos que Robert podia lidar com John.

Assim fomos até o quarto de Enzo, eu fitei o corpo uns segundos e então me sentei no chão depois de reprimir um gemido pela dor que sentira ao fazer o movimento.

- Tá demorando. – Marie estava impaciente, revirei os olhos e disse:- Subimos a dois minutos.

- Então, não é mais fácil lançar um “Estupefaça” ou “Expelliarmus” – Continou a garota, mas se sentou outra vez para esperar. E então todos ouvimos passos se aproximando do recinto, James me ajudou a levantar e sacamos nossas varinhas por precaução.






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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por Marie R. Stonkovick em Sex 20 Jun 2014, 22:53


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Levando a erva ao destino final

 
Os passos de repente sessaram, não ouvíamos mais nada, peguei a erva em minha mão e disse:

-Precisamos levar isso logo daqui, não quero ir sozinha.

Candy me olhou e disse que se eu quisesse ela iria comigo. Assenti e saímos do quarto cautelosas e eu com varinha em punho e ela como avaradora, não precisava  da varinha. a levei para um outro quarto.

- Isso que vai acontecer ninguém pode saber.

- O que vai acontecer?

- Vamos aparatar - eu disse.

Indiquei para que ela se segurasse em mim. Pensei no lugar onde queria aparatar e de repente saímos da casa.

Spoiler:
continuação no Mungu's


                     

Legenda

Narração / Minha fala / Emily / Robert / James / Jéssica Hale / Candyce / Nicholas / Linna / Katherine / outros

Onde: Casa do Enzo Com: James, Jéssica, Robert, Emily, Jack e Candyce Vestindo: http://www.polyvore.com/marie/set?id=124475951

                     




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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por Robert S. Winchester em Sab 21 Jun 2014, 22:39


O Último Duelo!
Eu encarava Emily, seus braços estavam machucados e ela possuía um grande corte na cabeça, o sangue parara de jorrar, porém aquilo não me acalmava, encarei os demais ali presentes, todos estávamos machucados, claro que alguns mais que outros, mas sem exceção todos estávamos feridos, vi Jéssica chegar e se apoiar na parede da cozinha, estava bem machucada também, a encarei, depois ouvi Marie começar a falar, após recuperar o folego.
– James e Jéssica encontraram uma chave... – ela parou, parecia cansada demais para continuar, mas se endireitou e continuou - Agora precisamos apenas encontrar o que ela abre.
- Provavelmente um cofre... – Emily falou, em um tom baixíssimo, agradeci pelos duelos terem terminado, ali podia-se dizer que se houvesse um novo duelo, as chances de que todos continuassem com vida seria muito baixa - Não? – Emily questionou ao ver que todos a olhava.
- Sim, mas aonde estaria esse cofre? Esse é o problema! – Jéssica praticamente resmungou, ainda apoiada a parede.
O silencio voltou a reinar, precisávamos sair dali o mais rapidamente possível, ainda era extremamente arriscado estar ali, ainda havia um comensal a solta e se ele voltasse poderia ser algo arriscado.
- No quarto do Enzo... – resmunguei pensativamente - Tinha tantos quadros... – me lembrara que dentre os trouxas era comum esconder cofres atrás dos quadro, poderia ser que os bruxos tivessem a mesma mania, ergui os olhos e sorri - Meio estranho não? – encarei Marie - Será que...
- Provavelmente o cofre deve estar atrás de um deles! - completou Jessica, com bastante esforço para falar.
– Bom... James e eu vamos procurar a erva, o restante fica aqui! –
Eu pensei em discutir, mas era obvio que Marie ainda não confiava em mim o suficiente para achar a erva, então decidi me silenciar e ficar ali com Jéssica e Emily.
De repente Candyce se soltou, caminhando em direção as escadas, corri até ela e a segurei, ela se virou para mim, me arranhando e me dando tapas, embora não fosse algo que poderia me tirar a vida, seus tapas ardiam mais do que imaginava ser possível, e nem queria pensar nos arranhões, girei os braços delas para trás a imobilizando, assim conseguira controla ela. Sorri e encarei Candyce.
- Quero ver me arranhar agora!
Meu sorriso foi quebrado pelos gritos vindo da cozinha, no desespero acabei me distraindo de Candyce, que aproveitou para se saltar e correr escada acima, decidi que Marie e James eram suficientes para lidar com ela, dei meia volta e corri até a cozinha retirando minha varinha das vestes, assim que passei pela porta parei instantaneamente.
- Acharam que eu tinha fugido?
Encarei o comensal com ódio, queria partir para cima dele imediatamente, Jéssica puxou sua varinha, mas segurei em seu braço.
- NÃO! – ela me encarou sem entender nada, o encarei – Ele é meu! Saia daqui! Saiam daqui vocês duas!
Jéssica e Emily estavam resistentes com relação a abandonar o duelo, mas, por fim, abaixaram a varinha e saíram, assim que elas saíram o comensal riu debochadamente.
- E ai? Vai fazer o que comigo?
Fiquei em silencio até que ouvi o barulho da saída das garotas, sorri, agora poderia duelar sem medo, Marie, James e Candyce estavam no segundo andar, Emily, Jéssica e Jack estavam fora de perig, o térreo era um palco apenas meu.
- Você não conseguirá a erva! – falei encarando o comensal – Na verdade... Se você conseguir sair com vida desta casa já será muita sorte!
O comensal gargalhou, sua risada era irritante e me dera vontade de atacar, porém já tinha enfrentado comensais o suficiente para saber que atacar sem planejar era o mesmo que pular em direção a morte, então observei rapidamente a cozinha, planejando meus movimentos quando o duelo iniciasse.
- Robert... – o comensal chamou minha atenção – Acha mesmo que pode me enfrentar? Melhor! Que pode me vencer? – ele sorriu - Se acredita nisso você é mais tolo do que imaginei!
- Tolo... Eu... – gargalhei – A sua inocência me comove... Diga-me, John, quando enfrentei você? Quer dizer, quando lutei com você? Quando entramos em combate? – o comensal me encarou, estranhando a pergunta, eu sorri – Você é muito inocente mesmo! Todos são! É incrível como ninguém nunca pergunta como luto tão bem, ou porque tenho o habito de fazer exercícios, ou de onde vem essa minha mania de observação e desenvolvimento de estratégia mesmo em situações de conflito ou então a minha capacidade de mentir como se dissesse a verdade, de se manter calmo em situações de risco, esse instinto para combate tão aguçado, não temer a morte e encarar as coisas como se fosse algo comum... – o comensal me encarava, embora eu tivesse ódio e vontade de acabar com ele, resolvi continuar com aquilo – Desde que entrei em Hogwarts eu enfrentei coisas, pessoas, mostrando habilidades que seriam, no mínimo, questionáveis... Essa coragem para desafiar pessoas notavelmente mais poderosas que eu, sem medo de ser derrotado... É impressionante como ninguém jamais estranhou tudo isso, mesmo com os demais alunos sendo meramente comuns, alguns até mesmo patéticos se comparados a mim... Na verdade mesmo os mais avançados não são páreos para mim, prova disso é o confronto que tive com os comensais.
- Aonde quer chegar garoto? - comensal disse impaciente.
- Que minha família adotiva é muito mais do que uma mera família trouxa, eles vem de uma antiga linhagem, uma linhagem forte... – sorri e cerrei o punho da varinha – Uma linhagem conhecida por vocês bruxos...
- Que linhagem? - o comensal me encarou duvidoso, o encarei.
Sorri, embora o comensal me encarasse eu sabia que sua mente trabalhava, ele estava perdido em seu próprio mundo, a desconfiança, a dúvida já haviam se instaurado e agora o acompanhavam, eu sabia que ele jamais estivera tão distraído como estava agora, minhas palavras tinham provocado aquilo, não saber o que está para enfrentar provoca um sentimento muito útil ao adversário, provoca medo, mas não o medo ao estilo pavor, aquele comum, não, um medo interno, atrelado ao subconsciente, um medo que ele não sabe que existe e portanto não pode confrontá-lo, nem fazê-lo desaparecer, não até ver que o adversário pode ser derrotado.
- Você não vai conseguir... – o comensal sorriu – Outros já tentaram despertar isso em mim... Me vencer psicologicamente... Mas você não vai conseguir porque eu já tem enfrentei, já te venci antes.
- Já... Admito... – despertar aquele medo, era um dom que eu havia nascido com ele, mas que o escondera, certas coisas devem se manter ocultas, mostra-las ao mundo, faz com que os olhos sobre você sejam estranhos, acusadores, te transforma em um monstro – Mas na primeira vez você me pegara desprevenido, depois havia muitas pessoas ao meu redor, pessoas que poderiam me julgar... E agora a pouco haviam pessoas que queria manter em segurança... Nunca nos enfrentamos... Nós sempre duelamos...
- E eu sempre te venci!
- Em um duelo existem regras... – sorri, saber manipular uma pessoa era uma habilidade mais útil que a maioria das outras, principalmente em um confronto, claro que contra certas pessoas, certos bruxos para ser mais exato, aquilo era praticamente impossível, após descobrir o mundo dos bruxos, descobri que existiam certas habilidades, habilidades que os permitiam entrar na mente das outras pessoas e vasculhar o que quisessem, por isso decidi aprender habilidades com Gerard, para que pudesse superar qualquer inimigo – Em um confronto real... Elas não são nada!
O comensal desviou o olhar para o lado, provavelmente buscando algum pensamento, palavra ou qualquer outra coisa, aquilo era o que eu esperava, aquele desvio de olhar fora meu sinal para ataca-lo, eu teria que atacar de maneira violenta e rápida, despertar o medo em alguém era fácil, mas mantê-lo era mais difícil, deste modo se eu não o derrotasse nos primeiros ataques, nos primeiros minutos da batalha, sua mente revelaria que eu não era invencível, que seria possível me derrotar, e, com isso, o medo morreria.
O seu desviar de olhos fora o meu sinal, aquele mero desviar de olhos criara a minha oportunidade de derrota-lo. Assim que seus olhos deixam de me encarar eu inicio meu ataque, me movendo rapidamente eu salto até a mesa no centro da cozinha e arremesso contra o comensal um pote de metal que estava sobre ela, ao mesmo tempo, apontando a varinha para seu peito, eu conjuro meu feitiço.
- Expelliarmus! – o comensal desviar do pote, mas não é rápido o suficiente para desviar do feitiço, que o arremessa contra o armário, aproveito que meu primeiro feitiço o acertara e aponto a varinha para mesa a minha frente – Flipendo!
A mesa voa na direção do comensal, que, como ainda não se recuperara do primeiro feitiço, não consegue defender-se da mesa que o acerta em cheio, corro em direção ao comensal e salto, mas não para enfrentar em um duelo corpo a corpo o comensal ainda caído, mas sim para pular até um armário suspenso e com o peso de meu corpo fazê-lo ceder sobre o comensal no chão. Com o meu peso contra o armário as paredes não conseguem sustenta-lo e ao ceder o armário acerta em cheio o comensal, salto rapidamente para trás e aponto a varinha para os moveis sob o comensal.
- Incendio!
O fogo se espalha pela mobília, sorrio e começo a caminhar em direção a porta da cozinha, meu ataque tinha saído melhor do que planejara e eu tinha confiança de que aquele comensal seria preocupação do passado.
Ao me aproximar da porta da cozinha uma risada me faz parar, encaro a pilha em chamas a tempo de vê-la se desfazer, espalhando destroços da mobília por toda cozinha, o comensal se levanta com calma, o encaro, embora se levantasse como se sequer tivesse sido atingido eu sabia que aquele um ataque tinha machucado quando olhei em seu rosto, o sangue se espalhara e ele também tinha um corte ao ombro, porém o comensal não se portava como alguém ferido, o encarei e pude ver o ódio e a sede de sangue em seus olhos, o meu ataque não matara o comensal, mas matara o medo.
O encarei e cerrei o punho da varinha, o duelo não terminara como eu imaginara, ele apenas se iniciava, apontei a varinha para ele, mas antes mesmo de dizer qualquer coisa o comensal realizara seu movimento, um movimento rápido e silencioso, o feitiço me acertou, me arremessando para o outro lado da sala, eu bati na parede, a força fora incrível, eu senti o sangue vindo a boca, mas o engoli novamente, cai no chão e tentem me reerguer, mas o baque tinha sido forte demais, eu ouvi passos vindo em minha direção, ergui levemente a cabeça e encarei o comensal sorrindo, aquele comensal era diferente dos outros, ele era sem dúvida o mais forte deles.
- Você quase me enganou garoto! – ele sorriu – Aquelas mentiras que disse realmente me desconcentraram da luta, mas seu movimento fora muito mais fraco do que imaginara, mas sabe, fora impressionante de todo modo... – ele mexeu a varinha, fazendo com que eu fosse jogado novamente contra a parede, desta vez o sangue não se manteve apenas na minha boca, John sorriu e me encarou – Lhe darei uma chance de se tornar um de nós garoto, o que me diz?
- E se eu recusar? – falei o encarando.
- Eu matarei você aqui, depois matarei seus preciosos amigos e direi para o lorde que você ameaçou os planos dele...
Eu sorri, o comensal não se importava mais com o que o seu lorde faria, o ódio que eu havia despertado nele era maior do que eu imaginara, ele sorriu também, apontei a varinha para ele, aquilo o fizera gargalhar ainda mais, ele moveu a varinha novamente, fazendo com que eu fosse arremessado para o outro lado da sala, embora tivesse sido doloroso, aquele movimento fora bom, pois me libertara do feitiço dele, e uma vez livre eu tinha alguma chance, fechei os olhos e me lembrei dos outros duelos, depois decidi realizar os movimentos que utilizei quando duelara contra o meu outro eu na gincana dos ovos dourados, apontei a varinha para uma pilastra.
- Carpe Retractum! – eu fui atraído em direção a pilastra, porem antes de me chocar contra ela eu apontei para outra pilastra - Carpe Retractum! – eu passei a ser atraído para a outra pilastra, eu repeti o movimento, sempre apontando para outra pilastra antes de me chocar contra a anterior, com esse movimento eu fui dando voltas ao redor do comensal, cada vez ganhando mais velocidade, o comensal ficara parado, no centro de minhas atenções, mas em um momento sorriu, ele se virou rapidamente apontando a varinha para um lugar, um lugar onde eu estaria.
- Diffindo!
O comensal calculara o tempo exato que eu levaria para estar naquele ponto e o seu feitiço conseguira me acertar, ao ser acertado pelo feitiço eu me desconcentrara do meu e passara direto, me chocando contra a parede de madeira, o choque fora tão violento que eu atravessara a parede, caindo no outro cômodo, mesmo com dores eu tentei me levantar rapidamente, mas então senti uma dor maior na coxa direita, olhei e vi o sangue, vermelho e quente, escorrendo por ela, o feitiço que me acerta provocou um corte, um corte profundo o suficiente para me impedir de continuar o duelo, apontei a varinha para o corte.
- Asclépio! – o corte se cicatrizou, eu precisaria agradecer ao André por aquele feitiço, sem ele eu estaria perdido naquele momento, me levantei e corri até um sofá, me escondendo atrás dele, John não era um comensal como os outros, nem tão simples de se enfrentar, eu teria que duelar de maneira diferente contra ele, mas se tinha uma coisa que eu aprendera com os bruxos é que eles não eram acostumados a combates corporais, as varinhas os privavam disso, mas enfrentar John corporalmente era uma coisa praticamente impossível, ele era maior e mais forte, respirei fundo e olhei ao redor, sorri ao ver um cutucador de carvão de lareira, aquilo poderia ser mais útil do que imaginava, fechei os olhos e pensei em um plano, abri os olhos e peguei o cutucador, depois o arremessei na direção da entrada principal, meu plano tinha que ser perfeito, caso contrário eu morreria.
- Eu ouvi muitas histórias sobre você, Robert S. Winchester. Dizem que você é um grande bruxo, que conjura o patrono escudo, um feito impressionante pela sua idade, na verdade mesmo entre os mais velhos, poucos tem tal habilidade, também ouvi sobre seus duelos, o primeiranista invicto, o encrenqueiro de marca maior, aquele que não temeu desafiar o ministro, um bruxo com habilidades impressionantes... E, é claro, herdeiro de Salazar Sonserina.
- Vejo que me conhece. – falei ainda escondido, apontei a varinha para o chão – Fumus!
- Todos os comensais conhecem! – o comensal falou em meio a fumaça que se espalhou pelo cômodo - Eu aceitei a missão, especialmente para ver quanto você é forte.
- Fique sabendo que eu adoro desafios.
- Eu quero mesmo lutar com um adversário à minha altura. – o comensal começou a andar, mesmo em meio a fumaça conjurada, me levantei e aguardei a fumaça se dissipar, eu já havia me recuperado o suficiente e tinha um plano em mente, a fumaça se dissipou, o comensal estava a alguns metros de distância, sorriu ao me ver de pé – Espero que não me decepcione garoto!
- Não se preocupe. – sorri e apontei a varinha em sua direção, assumindo a pose de duelo, o comensal fez o mesmo - Acabarei com isso tão rápido que não terá tempo nem de ver seu sangue secar. – sorri e fiz o primeiro movimento, apontei a varinha para o sofá a minha frente – Flipendo!
- Expulso! – o sofá se desintegra, nesse meio tempo corro na direção da porta da entrada, o comensal aponta a varinha na minha direção novamente – Cansei disso garoto! Estupefaça!
- Protego! – aponto a varinha na direção do feitiço, embora conjurara o feitiço protetor o estupefaça consegue atravessar, mas de maneira mais fraca, porem forte o suficiente para me arremessar para longe, ainda no ar conjuro outro feitiço – Fumus! – a sala volta ase encher de fumaça, me choco contra a parede, mas me levanto rapidamente, ouço a gargalhada do comensal.
- É só o que sabe fazer? Conjurar fumaça?
- Triplesang! – sorrio e aponto a varinha para dois lugares, conjurando duas cópias idênticas de mim mesmo, depois corro em direção da saída da casa, me posicionando perto de onde havia jogado o cutucador anteriormente, pego-o e o arremesso na direção de onde vinha a voz do comensal.
- Tentando me acertar com isso pirralho? Você vai morrer! Partis Temporus! – vejo chamas se formarem em meio as fumaças, mas ao contrário do ‘incendio’ as chamas se reúnem em um só lugar e ficam flutuando no ar, vejo que a fumaça começa a se dissipar, corro para onde ela ainda é densa – Então aí está você pirralho! – o comensal sorri e com um movimento de varinha as chamas envolvem um dos meus clones que criara anteriormente, sorrio, ele encara e gargalha – Acha que isso vai me impedir?
- Acho! – ele se vira na direção da voz, sorri e faz as chamas caírem sobre o alvo, porém novamente não me acerta, ele envolve o outro clone, um sorriso me escapa, tinha colocado as ilusões de modo que quando encerrasse meus movimentos elas parariam nos locais exatos onde queria que ela ficassem, uma ao lado direito do comensal, perto das escadas e outro a frente, três metros de distância do comensal, comigo a outros três atrás da ilusão, tudo isso para que desviar do próximo feitiço fosse impossível – Expelliarmus! – o comensal tem sua varinha arrancada de sua mão, aponto minha varinha para a varinha dele – Flipendo! – a arremesso ainda mais para longe, eu sabia que comensais tinha mais de uma varinha, sabia que eles tendiam a roubar varinhas daqueles que matavam, por isso atrair a varinha dele para mim não me seria útil, já que ele poderia puxar outra varinha e o duelo se reiniciaria, meu plano era levemente mais insano, apontei a varinha para o comensal - Carpe Retractum!
E parti em direção ao comensal, atravessando toda a distância da sala em segundos e me chocando contra John, assim que nossos corpos trombaram ambos fomos ao chão, mas eu me girei chutando a cara do comensal, fazendo-o cuspir sangue, ele desferiu um golpe em direção ao meu peito, mas puxei um pedaço de madeira bloqueando o golpe, porém o golpe me fizera andar para trás e meu inimigo atacou com um golpe veloz, que, se eu não tivesse desviado me jogado no chão, teria me desmaiado. Levantei-me em um salto e apontei a varinha em direção a John, mas ele foi mais rápido e me chutou para longe, eu caí de costas no carpete da sala, John avançou e desceu seu punho, mirando meu rosto, mas girei para o lado rapidamente, evitando o golpe.
Eu me levantei, porém uma dor horrível percorreu todo meu braço, dei dois passos para trás, um meio sorriso se formou no rosto do comensal ele me encarou e levantou o caco de vidro que tinha a mão, olhei para meu braço e vi o sangue quente escorrer. Eu não errara, o comensal não sabia lutar muito bem sem sua varinha, ele era mais forte, mas terrivelmente mais lento, meu tempo de reação era no mínimo o dobro do dele, porém eu não levara em conta que comensais eram criaturas desprezíveis aquele ponto, uma ira tomou conta de mim, parti para cima do comensal.
John tentou me acertar com o pedaço de vidro, mas me abaixei rapidamente, seu braço passou por cima de minha cabeça, joguei meu corpo na direção oposta ao de seu braço e tentei lhe dar um soco, mas John bloqueou com o cotovelo e girou o pedaço de vidro, eu me joguei para trás, mas meu tempo de reação não fora rápido o suficiente, senti o sangue escorrer de meu peito, a lâmina de vidro tinha me acertado novamente.
A dor me percorria, mas não podia desistir, corri novamente na direção do comensal, ele sorriu, assim que bradou a lâmina de vidro na minha direção, desviei rapidamente e toquei com a ponta da varinha seu braço.
- Flipendo! – a força do feitiço jogou seu braço para trás com tanta violência que seu ombro estalou, eu havia destroncado seu braço direito, mas foi só então que notei que a lâmina de vidro não estava mais na sua mão, não, notei que não era apenas uma lâmina.
Me joguei novamente para trás, mas senti a dor na minha perna, a dor me fizera sentar, olhei para perna e sangue escorria dela.
- É só isso que o grandioso Robert S. Winchester sabe fazer? –o comensal disse se levantando - Estou decepcionado... – ele deu um passo em minha direção - Acho que vou acabar com isso agora.
- Tente a sorte. – disse me esforçando para me colocar de pé.
Mas eu sabia que John não precisava de sorte, o corte no peito era mais profundo do que eu pensava, sangrava e doía muito, isso me atrapalharia no combate.
O ataque de John foi com a intenção de encerrar o combate, ele veio em minha direção tentando fincar a lâmina de vidro em meu estomago, lancei um feitiço para expulsá-lo para longe, mas o comensal desviara, me joguei para o lado, desviando do golpe no último instante, a lâmina acertou a parede onde me apoiara, o impacto fora forte o suficiente para que a lâmina se quebrasse. Aproveitei o momento e parti para cima do comensal.
- Flipendo! – lancei o feitiço em sua perna direita, o impacto do feitiço fez a perna do comensal ir para trás de modo que ele se desequilibrou para frente, aproveitei aquilo e apontei a varinha par o chão – Flipendo!
Meu corpo voou para cima, devido a força do feitiço acertando o chão, girei-me e forcei a perna não machucada contra o teto, com um empurram me impulsionei contra o comensal, girando o corpo fiz com que a perna não machuca fosse também a responsável pela queda do comensal, minha perna acertou em seu ombro machucado o que o fizera cair no chão, ao atingir o chão também tentei girar para me colocar de pé, mas os ferimentos reduziram drasticamente minha velocidade, coisa que o comensal notara, ele aproveitou aquilo e girou o punho em minha direção, joguei meu corpo para trás, mas só tarde demais notei que o soco não era direcionado ao meu rosto e sim a minha mão que segurava a varinha, o golpe foi tão forte que não consegui manter a varinha na mão, ela fora arremessada para longe, o comensal voou em minha direção, me dando um forte soco no estômago e outro no rosto, depois com um chute ele me arremessou para longe dele.
Agora ele estava de pé e eu caído ao chão, sentia meu rosto arder e meu nariz sangrar, tentei me levantar, mas estava fraco demais, todo meu corpo doía e eu não tinha mais condições de levar aquele confronto adiante, encarei o comensal, ele também estava bastante ferido, me esforcei conseguindo me colocar de pé, os ferimentos sangravam e doíam de maneira enlouquecedora, o comensal sorriu ao me ver de pé, eu sorri também, sabia que as chances de vitória agora eram zero, eu morreria ali, só esperava que pelo menos Marie e James tivessem conseguido encontrar a cura e libertado Candyce da maldição, desta maneira aquilo tudo não teria sido em vão.
O comensal caminhou em minha direção, naquele momento consegui ver uma varinha presa ao seu cinto, sorri ainda mais, talvez ainda houvesse uma esperança, olhei para trás e vi o cutucador de lenha, eu já o tinha pego anteriormente, de modo que sabia que ele tinha uma ponta afiada, uma ideia se formou em minha cabeça, porém os sacrifícios que ela necessitava eram enormes, mas ada mais importava, apenas a vitória.
- Sabe... John... – comecei a falar, mas cada palavra parecia uma facada, ela me encarou – Uma vez um amigo... – respirei fundo – Um amigo me disse uma frase interessante...
- É mesmo... – o comensal deu um passo largo e se aproximou mais de mim, segurando meu pescoço – Te darei direito a sua última palavra, diga-me, que frase era essa?
- Simples... – sorri enquanto sentia os músculos da mão dele preparando para se fechar – Tá no inferno? – sorri e me joguei sobre ele, pegando a varinha em seu cinto – Abraça o capeta! – me girei rapidamente, me soltando de suas mãos, depois me joguei de costas contra o comensal, fechei os olhos, o meu plano não era perfeito, nem indolor, ele necessitava de um sacrifício, um sacrifício que poucos teriam coragem de fazer, era um plano que exigia coragem, mais coragem do que eu tivera todo o duelo, mas aquele era o único jeito de encerrar aquele duelo, eu apontei a varinha para o cutucador de carvão da lareira, o modo como ele estava jogado o faria vir em minha direção com a ponta apontada para mim, se tudo desse certo eu morreria, mas levaria aquele bastardo comigo, sorri e concentrei toda a magia naquele feitiço, eu queria que o feitiço fosse o mais forte já conjurado por mim, para que a força e velocidade fossem o suficiente para atravessar dois corpos, abri os olhos, eles estavam em chamas, eu sentia, aquele seria o fim de tudo – Carpe Retractum!
O cutucador de lenha venho em minha direção, a força e velocidade que pedira ao conjurar o feitiço, fora superada, a dor que pensei que sentiria ao ter o cutucador atravessando meu corpo não ocorrera, o comensal tentara se livrar de mim no último instante e me empurrou, afastando-me centímetros, mas centímetros que me beneficiaram de maneira que ele jamais saberia, o cutucador ainda atravessou meu corpo, mas ao invés de entrar peito adentro como fora o que planejei, o cutucador perfurou meu ombro, porém a força o fizera atravessar o ombro por inteiro, a dor fora intensa, tão intensa que ao cair no chão eu ficara inconsciente.
Meus olhos se abriram, eu não sabia quanto tempo havia se passado, apenas sabia que meu corpo estava em um estado de calamidade, tudo doía, tentei me mover, mas uma dor profunda caiu sobre mim, deixei a cabeça tombar, meus olhos não focavam a imagem com nitidez, a dor não me permitia isso, mas fui obrigado a forçar a visão, a imagem fora ganhando nitidez até revelar o comensal caído ao meu lado, seus olhos estavam abertos, ódio e dor misturados neles, movi meus olhos levemente para seu corpo, pensei em sorrir, mas até mesmo pensar naquilo fizera meu corpo doer, mas a alegria não seria roubada de mim, comecei a me esforçar para levantar, o primeiro esforço provocara tanta dor que voltei a desmaiar, ao acordar, respirei um pouco e tentei repetir o ato, as dores me atacam de maneira tão cruciante que na minha jornada para me colocar de pé eu quase desmaiara mais vezes do que conseguira contar, não sabia se havia gritado ou não, se sim a dor não me permitira notar.
Apoiei-me na parede para ficar de pé, se me esforçasse muito eu tinha certeza que desmaiaria novamente, tentei usar a mão para me erguer, para me colocar de pé, mas fora só então que notara, a varinha que retirara do comensal no ultimo embate tinha perfurado minha outra coxa, deixei meu corpo cair de modo a se sentar, encarei as duas coxas, uma com um corte provocado pela lâmina de vidro e outra perfurada por uma varinha, isso só aconteceu porque a varinha que o comensal tinha presa ao cinto tinha sua ponta em forma de lança, sorri, até naquela situação aquele verme tinha a capacidade de me ferir, segurei a varinha com as duas mãos, ambas tremiam de forma descontrolada, respirei fundo e juntando a pouca força que me sobrara puxei a varinha, a dor fizera lagrimas escorrerem de meus olhos, o que fizera todo meu rosto arder, provavelmente devido a machucados espalhados pelo meu rosto, olhei para a varinha em minhas mãos, agora fora da minha perna, com as mãos ainda tremendo apontei a varinha para o ferimento na coxa, mas a tosse do comensal me fizera encará-lo.
- Você... – ele esboçou um sorriso – Você errou...
O corpo caído do comensal ainda tinha o cutucador atravessado ao peito, provavelmente eu errara o coração, mas pela posição do cutucador o erro fora de um ou dois centímetros, o comensal não se moveria, se o fizesse as chances de morrer eram quase absolutas, eu tinha vencido, mas não da maneira que queria, eu sabia que não tinha forças para mais nada, mas não perderia aquela chance, com dificuldade apontei a varinha na direção do comensal.
- Ava... – meu corpo tremia, a dor era penetrante, o comensal me encarou por alguns segundos, segurando o sorriso ao rosto, minha raiva culminou. Eu tinha ódio o suficiente para apagar a vida dele, ele pagaria por tudo que fizera, pelos ataques e torturas, pela dor causada e pelas mortes – Avada...
Ele fechou os olhos, estava inconsciente e, antes que eu completasse o feitiço, eu também desmaiei.


Narração ɸ ɸ ɸ Robert S. Winchesterɸ ɸ ɸ Emily M. Watsgrint ɸ ɸ ɸ Marie Stonkovick ɸ ɸ ɸ Jéssica Hale Blackmoon ɸ ɸ ɸ Jack Aslan ɸ ɸ ɸ John B. Smooken


Com:

Emily M. Watsgrint ɸ ɸ ɸ Marie Stonkovick ɸ ɸ ɸ Candyce R. Watsgrint ɸ ɸ ɸ James C. Armstrong ɸ ɸ ɸ Jéssica Hale Blackmoon ɸ ɸ ɸ Jack Aslan ɸ ɸ ɸ Annabell Flyn ɸ ɸ ɸ Archibald R. Feller ɸ ɸ ɸ John B. Smooken





ɸ Slytherin ɸ

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Robert S. Winchester

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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

Mensagem por James C. Armstrong em Sab 21 Jun 2014, 22:47

Casa de Enzo
James - Emily - Candyce - Marie - Nicholas- Robert - Pensamentos



Após Marie e Candyce fugiram com a erva, fiquei ali com Emily e Jessica, esperando para ver se Robert. Emily estava mais nervosa do que eu e Jessica, em relação ao duelo la embaixo. As duas precisavam urgente de cuidados medicos, queria logo que Robert acabasse com aquele comensal.

Dava para ouvir os barulhos do duelo la de cima, Emily continuava nervosa. Ficou por fim tudo um silencio, achei completamente estranho, me levantei e ajudei Emily e Jessica a se levantarem, decidi descer junto a elas para ver o que havia acontecido. Descemos lentamente as escadas, tudo estava completamente destruído no andar inferior.

Encontrei Robert desacordado num canto da sala ao lado do comensal, corri ate ele junto a Emily que estava já desesperada e Jessica que estava super nervosa. Coloquei meu ouvido em seu peito, senti seu coracao batendo, acalmei Emily e entao peguei Robert e o coloquei sobre meu ombro.

- Vamos sair daqui!

As meninas afirmaram com a cabeça e junto a mim, com um pouco de dificuldade, saímos da casa de Enzo e fomos direto a Hogwarts. Sem aparatar já que estávamos fracos demais para isso, fomos do modo mais difícil mesmo.






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James Crawford Monreal Armstrong
People who make us happy, are never the people who we expect...
Corvinal
avatar

Perfil Escolar
Nivel de Experiencia: 14
Casa:: Corvinal
Time: Tornados de Tutshill

James C. Armstrong

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Re: Quest Epidemia - Casa de Enzo Abromovizt

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